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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

RIORIOS

do cerne da minha alma
fluvial
passam águas
muitos rios
Do Rio das Mortes
ao Araguaia
me tranporto rio afora
sertão adentro
pra longe do mar.
Vou escrevivendo
entre águas
novas águas
cursos novos
sob atento olhos
caminheiros.
Passar por Minas é
passar por muitas Minas
montanhas muitas
e rios múltiplos
de águas vindas de lugares tantos.
Do Rio das Velhas
ao Velho Chico
tudo é um céu mineral.
Muitos rios se encontrando
águas abarcando a vida
ouro sonho
diamante
e líquida miséria
barrancando a vida lentamente.
rio são águas
águas são rios
e o mar assombra
atrai devora.
RioRIOS
como fugir do mar
se o mar é rio mor
é água mãe
Hoje
além dos parcos sonhos
nossas infâncias
recolhidas
retorcidas
como arestas.
...e as águas vão
se vão vivas mortas
do Araguaia
das Velhas
ao Sono
ao Chico
ao Mundaú aporto solítario.
E meu corpo se refaz em sonho
em águas
de um triângulo
sentimental
fluvial
escaleno
no Mar de Alagoas
minha vida
se recolhe
entre águas renovadas
lapidadas

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