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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

a pequena morte

não nos provoca riso o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que doi. Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebra-nos faz por juntar-nos, e pedendo-nos faz por encontrar-nos e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem, mas grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce.




      (salve eduardo galeano)

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