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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Luiz Gonzaga - Lampião Falou

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

meu amigo casaldáliga

amigo pedro,
tenho vivido todos os dias
desde que deixastes o araguaia
com meu coração agoniado

como agoniado
deve está teu coração__
pois você e o araguaia
são inseparáveis

para o povo xavante
de marãiwatsédé
uma nova aurora

  torí tem olhos de fogo
e trama tua morte,amigo

ontem liguei pra tua casa,pedro.
do outro lado da linha
uma voz feminina assustada
desconversava

sobre tuas costas o fardo leve
do evangelho
sobre teus dias de paupéria
o peso dos anos
e das malarias

teu coração catalão
padecendo da mais tenra solidão
longe...longe... do teu berokã

fico aqui amigo,
na distante barra funda
 de mario de andrade e inezita__

a espera de dias melhores
para que com tuas lambretas rotas
possas andar pelas ruas de são félix
abraçando o povo
no calor do araguaia
tua pátria
sertaneja
amazônica
brasileira






segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Francisco Alvim

TRÊS POEMAS DE FRANCISCO ALVIM

LUZ

Em cima da cômoda
Uma lata, dois jarros, alguns objetos
Entre eles três antigas estampas
Na mesa duas toalhas dobradas
Uma verde, outra azul
Um lençol também dobrado livros chaveiro
Sob o braço esquerdo
Um caderno de capa preta
Em frente uma cama
Cuja cabeceira abriu-se numa grande fenda
Na parede alguns quadros

Um relógio, um copo

CARNAVAL

Sol

Esta água é um deserto

O mundo, uma fantasia

O mar, de olhos abertos
Engolindo-se azul

Qual o real da poesia?

SOFRIMENTO

Cara de tristeza na festa
Anda, vê um copo d´água pra teu pai

Francisco Alvim nasceu em 1938 em Araxá, Minas Gerais.