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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

app

ninguém ainda não
criou
inventou
um app
pra dor
 procurei na App Store
 na Play Store
não há

ninguém sacou
que
se criar um app
pra curar a dor
bilhões vai ganhar

principalmente se curar a dor de amor

...   ...   ...


o rio da minha infância
não tem porto
só pára no mar

o rio da minha vida
suas águas
passadas
passaram
misturadas
com outras águas
d'outros rios
d'outros mares

...   ...   ...  


o trem da minha vida
o trem da minha história
parou
se perdeu
na estação da memória

domingo, 22 de setembro de 2013

Velho Bruce

Velho Bruce
Velho Boss
ainda pode-se falar de amor
com uma guitarra

ainda
pode-se
ainda há tempo
ainda é tempo

os infelizes
os pobres da terra
os desnudos das grandes cidades
os pés rapado
dos campos

todos gostariam
do alento do teu canto,velho Bruce


a poesia das palavras
saem do teu canto
feito britadeira
velho Boss

Bruce Springsteen
um jeito rude
um jeito doce de cantar
o amor
enquanto não chega
a definitiva primavera



na direção de Bleine Oliveira

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

a cidade

a cidade que nasci
esta que lá vive
não vive
 em mim.

vive em mim
a cidade antiga:

de igreja praça coreto
com seu passado
de sempre
sim, está em mim
se presente

na memória
dos meus dias.
a de hoje, a cidade,
em mim não habita
não me pulsa
não penetra minhas tripas.

minha cidade é passado
--NÃO palpável.

vive apenas na memória
onde mora
eu, a cidade
os rio
os canaviais
a mata
procissões e cavalhadas
são joão e carnaval.

minha cidade
é passado,
não o frio do presente.
vive apenas na memória

num quadro
se muito for
da cidade que vivi
de pouco
ou nada
restou


maiakosta

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

o rio da minha terra

o rio da minha terra
reza a lenda
nasceu
das lágrimas da jurema

mundáu

mundé hú
águas de armadilhas
caminhos negros
da liberdade

o rio da minha terra
já vem bordado
retalhos da minha infâcia

tibungus
tainhas
cangapés

jogos de maria dágua

o rio da minha terra
serpenteando-se
vai vai vai
entre chiados e pedras
até chegar no mar

o rio da minha terra
não é só de saudades

'as vezes se zanga
derruba casas
põe o povo pra correr

o rio da minha terra
mundáu
da minha vida

por seu amor
aprendi também amar
outras águas outros
rios

águas passadas
passageiras
passaradas



@poetacicero

na direção de pedro cabral



domingo, 1 de setembro de 2013

Bar do Américo

ali
tramávamos revoluções_
conspirávamos
tomar o poder
e soviets ser

lenin versus bakunin
druommond perdia sempre pra jorge de lima

foda mesmo
era pagar a conta
sempre pendurada
aos bons olhos
de Américo
diante dos líricos
destemperos
de Carminha

geraldão
sempre aliviava
pagando nossas meiótas

quem passasse
no vestibular
rezava a lenda
e tradição
do trote infame
ser no bar do américo

...e para a farra ser mais bacanuda
embriagávamos
o dono
e o ápice  era
américo cantar a lira

ah tempo bom!
se tomava
todas
antes dos bailes
do campo grande esporte clube

as notícias da política
eram contadas e recontadas
no bar do américo

a boa mucuri com soda
porradinha
frenética
antes de ir pra festa da padroeira

gena do caçula
no violão
nunca chegou a terminar uma música
no bar do américo
ou na calçada do seu severino

o bom tira-gosto do américo
era a galinha roubada do seu próprio quintal

tempo bom
tempo rei
que tudo traga
em sua draga dos dias

amigos da vida inteira:
renan
olavinho
horácio
renildo
vava
zé roberto
jessé vanderlei
robinho
marcelinho
lula baixinho
djaci
parrante
adelmo
nenen da faninha
sapucaia
junior valmir
lalo
ivanildo
jota
messias lino
zé paulo edson e wanderley
(irmãos de sertãozinho)
ah! ronaldo ferro!
e tantos quantos
a memória traiçoeira
acha de faltar
falhar.

bar do américo
alí vivi
os meus instantes
de rebelde poesia

...e a puta morreu




sábado, 31 de agosto de 2013

Jorge de Lima ( Guerreiros de Jorge )

o trem que me levou

o trem que me levou
'a maceió
encheu meus olhos de espanto

o barulho do vagão
o apito soando
pelo mundo

os homens
falavam de política
do preço do açúcar

e eu era todo
olhar as paisagens

lourenço de albuquerque
rio largo
fernão velho
bebedouro

o rio mundáu
a lagoa mundaú
o mar! o mar!

meu deus!
maceió
era um formigueiro
de gente!

a primeira maçã
que comi
tão maravilhado
puro alumbramento
aos olhos do meu pai

aquele trem
que me levou 'a maceió
já não existe
perdeu-se
nas engrenagens do tempo


cícero gomes

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Jorge de Lima - O Nome da Musa (com Chico de Assis e Renata Sarmento)

eu vi o amor chegar

ele chegou
se instalou na sala
alegrou a cozinha
novo amor
tomou conta da minha vida
do quintal do meu quarto

novo perfume
sem ciume
senti o beijo do amor

nova canção
começo de primavera
sol banhando o mar
de maceió
tudo belo
tudo singelo

eu vi o amor chegar
desabrochou nova flor
e me ensinou novo jeito de amar




maiakosta

terça-feira, 27 de agosto de 2013

quero meu mar

quero meu mar
mar das alagoas
me esbugalhou de espanto
e beleza
os olhos de mario
de
andrade

quero minhas palmareiras
meus coqueirais
palmares
quero o rio
sujo de águas sujas
mas é meu
minhas lembranças
memória

quero meus sanhaços
meu sabiás
ainda

quero o jeito
a fala
da minha gente

aqui é correria
ninguém tem tempo
para o abraço
o amor

aqui é terra de todos
tudos
de ninguém

quero minhas tapiocas
chegas de moocas
e jabaquaras!
quero mais é ponta verde
pajuçara jaraguá

chega de manos
e minas!

quero meus oxentess
o falar puxado da minha gente


cícero gomes



sábado, 24 de agosto de 2013

povo do meu lugar

com muito sangue tupy
minha gente das ocas
olhos de flexa
aís e muita dor
sangue da terra

canto pra chamar chuva
canto louvo tupã
canto o nascer do sol
a cor da manhã

wassu
sou xucuru
sou kariri
tingui-botó
sou do sertão
da mata
fugi do mar
do homem mau

karapotó
kariri-xokó
da terra de jaciobá

aconã
jeripankó
karuazu
sou katokinn
kalankó
koiupanká

de poucas terras
pra viver sonhar

sou do ouricuri
toré meu tupã toré
dançar lutar pra viver


   (na direção de flavia virgínia)

maiakosta


jogos de encantar

...agora vem você
com jeito
gestos de encantar
só porque hoje é sábado
e minha alma inventou de vadiar
sair pelo mundo

ando tão sem poesia
aqui embaixo da linha
do equador

brasília tudo fede a latrina

...e os meninos quebrando tudo
fora do rumo


mas eu queria tua mão na minha mão
e sair  reinventando cantigas

tanto tempo que não vejo o pôr do sol
tanto tempo que não apanho chuva

escondi o meu sorriso
só pra engabelar a solidão

mas hoje
é sábado
posso me encantar


(na direção de yvonne)


maiacosta


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

poema em louvor da altaneria nacional

nossas campanhas são populares
nossas seguranças são sociais
nossos transportes são de massas
nossas iniciativas são privadas
nossas sociedades são anônimas
nossas informações são sigilosas
nosso sistema é pluripartido
nossa democracia é cardiovascular
e nossas empresass são todas Brás


Millôr

domingo, 4 de agosto de 2013

Amarildo

Amarildo

preto
pobre
favelado

uma queira de filhos
pra criar

servente de pedreiro
bacanudo da Rocinha

Amarildo
um barraco
de um cômodo

para a mulher
e os seis filhos
e tanta pobreza

num país
de tanta mentira
oficial

Amarildo
que num dia de cão
foi levado pela polícia

e nunca será mais visto...

Amarildo
foi levado pelo Estado
foi tragado pelo Estado

e ponto final.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

teje preso cidadão

teje preso cidadão

você aí de vinagre na mão

mãos para o alto

vinagre confiscado
você agora é inimigo do estado

sábado, 8 de junho de 2013

e agora

vou apelar
vou berrar
vou gritar
não posso calar

temos time
temos seedorf
jogamos mais que
a seleção

bateu a inveja,
lá vem fura olho
tomaram nosso chão

acabou a paz
ah! seu paes
isso não se faz rapaz!

agora somos
sem teto
sem terra
sem chão

nos tomaram o engenhão

para @elenalandau

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ANA Elisa Ribeiro

ANA ELISA RIBEIRO
ANA ELISA RIBEIRO
Ana Elisa Ribeiro nasceu em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, em 1975. Graduou-se em Letras, língua portuguesa, e desenvolve tese de doutoramento sobre a formação de leitores de textos na Internet. Publicou Poesinha (Poesia Orbital, 1997) e Perversa(Ciência do Acidente, 2002), além de minicontos e poemas em revistas e jornais, no Brasil e em Portugal. É cronista do site Digestivo Cultural (www.digestivocultural.com).

Peças de madeira em pau-marfim
A linha dos olhos
faz flechas da cor de futuros
As mãos formam conchas
de pegar contentamentos
Os pés são grandes como
as telas holandesas realistas
O corpo inteiro é um tabuleiro
de jogar jogos de azar
As costas quadriculadas
As coxas quadriculadas
A boca quadriculada
Onde eu me finjo
de dama


Antigüidade d’onde viemos

Péricles disse que a maior virtude de uma mulher
Era ficar calada.
Péricles se fodeu.
Péricles, hoje, levaria uma surra
dada por mil mulheres como eu.


Ciuminho básico

escuta
calado
a proposta rude
deste meu
ciúme:
vou cercar tua boca
com arame farpado
pôr cerca elétrica
ao redor dos braços
na envergadura
pra bloquear o abraço
vou serrar teus sorrisos
deixar apenas os sisos
esculhambar com teus olhos
furá-los com farpas
queimar os cabelos
no pau acendo uma tocha
que se apague apenas
ao sinal da minha xota
finco no cu uma placa
"não há vagas, vagabundas"
na bunda ponho uma cerca
proíbo os arrepios
exceto os de medo
e marco no lombo, a brasa,
a impressão única do meu dedo.


Trágica

meu galego
não conhecia minha ira

era dono do meu corpo
meu espírito de porco

sabia minha ginga
minha pletora, minha míngua

conhecia cada fresta
cada trinca, cada aresta

cada vinco, furo, fissura,
mau humor, amargura

mas da minha ira
condenada ira
ira da maldita

ira de mulher
fêmea exata
ana saliente
uterina, enfezada
ele não sabia nada

(meu galego dorme esta noite num cemitério improvisado)








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quarta-feira, 29 de maio de 2013

hoje

eu vou cuspir na cara do politicamente correto
vou mangar da mentira oficial
vou chutar a bunda da veja
e do jornal da globo

hoje
eu vou dizer
os trilhões de palavrões
que estão entalados na garganta


um se foda bem grande
pro cotidiano
e suas armadilhas pequeno burguesas

hoje
eu vou tomar um porre

e vou ligar pru meu deputado amigo
e propor uma emenda a constituição
onde todo cidadão tenha o direito de tomar um
porre pelo menos uma vez no ano


maiakosta

quinta-feira, 9 de maio de 2013

uma vela para Alagoas
daquelas grandes
de sete dias

uma vela que fique acesa
para acabar com a miopia rural
burguesia

uma vela grande e grossa
para acabar com a propaganda do engano
que penetra em linha reta nos lares da minha terra

Meus Deus como se mata em
Alagoas!

Nenhuma guerra do planeta
mata gente igual a Alagoas

O mapa da terra dos marechais
é em formato de uma arma

as velas e as lágrimas
misturam-se com as mortes cotidianas

o crack tomou conta do estado

a força nacional é impotente


ninguém vence o crime em Alagoas

a morte não escolhe classe em Alagoas

...e o medo ronda

nossas casas

e do jeito que vai

não há governo

que cale as mortes

em Alagoas


pedro paulo da silva

terça-feira, 7 de maio de 2013

a mulé do meu amô
gosta de musga das istranjas
um tá dos britos
é quela gosta
dum jão leno
e pol macarti

a bixa inrola a lingua toda
pra cantá no tal do ingrês

e eu cá cum meu butão
gosto mermo é de forró
e má falo portuguêi;
eu gosto é tome,de:
de valdick soriano
bartô galeno
cremilda e mauricio reis



terça-feira, 30 de abril de 2013

quando você
me acontece
tudo é tão simples como o luar
e belo
como o sol

um sol de renoir


quinta-feira, 18 de abril de 2013

soledad

agora posso te nomear
com os nomes de todas as noites
em que desejei morrer
de amor

posso te nomear
com a mesma tessitura
de alumbramento
que meus olhos viram
o pôr do sol do araguaia

nomear ou renomear
os nomes dos rios
da minha infância
__assim como nomeio teu canto
o predileto da minha alma


ah! soledad!
cantas todos os tangos
da minha desesperada existência
na carretera de todos os
sonhos desfeitos

quem sabe,Deus meu,quem sabe
se um dia,lejano ainda,
nos encontremos para um trago
num bar ou esquina
e apenas os ponteiros parados por testemunha




       em direção de
       soledad villamil





maiakosta




terça-feira, 16 de abril de 2013

dúvida
duvido
da
dúvida
da
dúvida
duvido
sempre
duvido


maiakosta

quinta-feira, 4 de abril de 2013

feliciano é
pastor menor
cantor menor
e um cara de pau maior
de muita sorte

ninguém queria a tal
comissão dos direitos humanos

os grandes partidos deram as costas
para comissão dos direitos humanos


feliciano é tudo
o que toda imprensa já falou
cantou
e decantou

...e feliciano contra todos
e tudo
foi achando bom
virou celebridade

e tá nem aí para os humanos direitos
 e lá
na comissão ele prende e arrebenta

hoje
a camâra vive um tempo novo:

deixou de ser a casa do povo









quarta-feira, 3 de abril de 2013

sangue

sangue



os blogs carregados de sangue
os portais carregados de sangue
os jornais carregados de sangue

nenhuma poesia
nem para raiar o dia



maiakosta

terça-feira, 2 de abril de 2013

minha terra
tem palmeiras

só não tem o  sabiá

sabiá homem acabou

acabou o seu cantar

não permita

deus que eu morra

sem que eu volte para lá


maiakosta
vou contar pra Deus
minha história de infância

eu subo com a fumaça da chaminé

relógio é pra criança

meu reino de calças curta

Durango Kid
e Tarzan
sabiam dos meus segredos

quinta-feira, 21 de março de 2013

a lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado

não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela

a lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
__amanheça, por favor!



paulo leminski

terça-feira, 19 de março de 2013

receita para uma boa redação enem

nas 10 primeiras linhas teça loas ao governo
elogie o fome zero patati e patata...
e se lhe falta inspiração diga que Deus é brasileiro
e nasceu lá no Pará

se a barra ficar feia
mande ver toda letra do Estrangeiro,de Caetano Veloso
e a escalação completa da seleção Uruguaia de 50
não vá esquecer  a do ASA de Arapiraca
aquele que humilhou o Parmeira
 a metade da eguinha pocotó
e o maravilhoso hino do murici futebol clube

...e tome receita de bolo
e tome oração de São Francisco
o santo da moda




Parabens meu caro!

Vc agora é um universitário!!!!



maiakosta

na reta de  @MonicaWaldvogel
procurei tanto por
ela
até
me perder no caminho



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ecooooo

lula se compara a lincoln
na poça da humildade

insano mundo
insano mundo

lembrei-me de um verso
rock and roll

prazeres já temos de menos
produtos já temos demais

me segura que eu vou dá um troço!

zumbido bom
só nas redes sociais

caiu na rede e não é peixe
...foi famoso por um segundo





cicero gomes




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

yoani bate seu tambor

não tolero yoani
não acho graça no que ela escreve
seu look neopetencostal me causa asco

amo yoani
por inveja de ter nascido
no paraiso
chamado cuba

cuba é linda
é maravilhosa!

adoro havana
carregada de histórias
__as almas de josé martí e
ernest hemingway
zombeteiras pra lá e pra cá__

cuba é música
dança festa
poesia no corpo na alma.

mas tem um porém:
ninguém pode ser feliz
se não tem a alma livre
para sonhar e amar.

yoani veio ao brasil tocar o seu tambor
e
os esquerdopatas não
calaram sua voz
aos gritos


aqui eu grito por uma cuba
democrática
com todas as cores
que seu povo sonha e merece

...enquanto isso yoani
pelos quatro cantos mundo
vai tecendo sua loa
batendo seu tambor


maiakosta


domingo, 27 de janeiro de 2013

lágrimas

sentimentos molhados.
sentimentos calados.
molho de uma verdade,
de uma emoção,
de um grito preso,
de uma tristeza revertida
uma alegria permitida.

linguagem ímpar
que nasce uterina,
escorridas
do querer ao não querer.
do nascer ao morrer...

elas não doem, nem corroem.
sagradas como sal,
não criam regos no
percurso facial

no silêncio recolhido ou em lugares mais vistos,
elas
amam
comemoram
esbravejam
odeiam
repulsam
e se despedem...

sua pátria, os olhos, são minas
do comando e descomando.
e, para cada hermética e aberta emoção,
esses orvalhos e gotas especifícas
tecem pautas, momentos,
histórias fracassos e vitórias.
na "caixa preta" do nosso coração.

ah mulheres!
lágrimas...lágrimas...lágrimas...
vítimas?
...medidas, comedidas,incompreendidas.
alavancas, faíscas de um eterno vulcão
por vezes enraizadas em em medos sombrios,
mas, sobretudo, sábias palavras das mais fortes,
jorradas com toda significação.


mulheres, mulherzinhas, mulheronas,
e daí ? todas choronas!
á todos os homens que
não as compreendem: elas são finitas.
tomam outro percurso quando não entendidas.
historicamente, a nós atribuidas, a mais sofisticadas
língua direta e universalmente benditas.

e aí homens obstinados, merecem esse trecho
cantado outrora, pelas mulheres fortes e decididas
do bando de lampião:
"se eu soubesse que chorando, empataria a viagem...
meus olhos eram dois rios que não lhe davam passagem!"




ana maia nobre
paris, 08 de janeiro 2013


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

filme

miro em teus olhos
o mundo
que preciso



maiakosta

cidade

cidade
cilada
cidade só deserta
e mesmo assim
sentidos
alerta



maiakosta

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

a menina boba

II

amor novo da vida que desperta em mim.
puro como o ar que respiro,
duro como o sol que bate no meu corpo.

glória de sorver e deslumbramento
pela porta ensolarada dos meus sentidos.

III


comecei a entender o amor da vida
amando-a
simples e natural,
com a violencia, a destreza,
a nudez de uma india
no meio do mato- virgem
escandalizando a civilização.



oneyda alvarenga

garrincha

que mané que nada!

era apenas um anjo
saltibanco
disfaçado
entortando joões
mangado em dribles
só pára Deus sorrir

domingo, 20 de janeiro de 2013

X



ha serenidades largas em roda de mim.
meu amor tem maciezas de berço.

eu queria que tu fosses meu filho...



XI


gosto das coisas mansas,
das coisas tristes que sabem sorrir.
dos gestos irremediaveis
que têm a serenidade de folhas mortas que cáem.
das vozes que perderam a memoria dos soluços
e são como agua de fonte
que ninguem saberá si chora ou ri...


oneyda alvarenga

minha escola

na minha escola
era proibido ser alegre.
logo de cara, me estrepei:
eu sofria de alegria inata,
doença terrível!
mas alegria atrapalhava.
então eu fiquei
triste tristinho,
calado caladinho.
um bom menino
no seu cantinho


paulo netho

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

sentimentos molhados 2

amar é um chororô
dizia cavucando as unhas das mãos
zulmirinha do brejo.

a gente chora por fora
por dentro´
__é tudo misturado_.

sentimentos molhados

sentir
porque bate o coração

porque somos demasiadamente
latinos

boa noite tristeza!

amar é molhar a alma
com as lágrimas da dor
da emoção

sentimentos,
porque sentir
é nossa fala e mala

nossa caminhada na terra
até a última respiração


p ana maia nobre





yvonne bate seu tambor

yvonne
fica lá no face
book
batendo
seu tambor

yvonne
fica lá...

yvonne
não sabe que lá
onde ela fica
é sala de estar

e eu quero ver yvonne
cantar
na praça pública
para toda multidão
do universo
do twitter

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

frio na espinha

peguei suas mãos
e eu já era todo precípício

azul

azul
azul
azul
quazul
quazar
azul
a
z
u
l

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

SOS Projeto Uerê

Na Favela da Maré
tem um Projeto bacanudo
chamado Uerê

As últimas chuvas no Rio
muita coisa foi danificada
é precisa de ajuda
o belo Projeto Uerê

amigos amigas
vamos ajudar o Uerê

uma ruma de crianças
palmilham ali sonhos e passos
pruma vida melhor
sob os olhos atentos de luciana
yvonne
e tantas quantas dedicadas.

senhoras
senhores
vamos ajudar
o projeto Uerê
preicisa de ajuda
agora
é só ligar:
21- 3881 6219


yvonne foi a miami

yvonne foi a miami
nada comprou
__espantaram-se as amigas.
yvone foi a miami
não se encantou com as boutiques chiques
virou as costas para os shoppings.
deixou as amigas de botafogo de queixo caido.
yvonne foi a miami
e pensou com seus botões:
já tenho meus meninos
do uerê.
na minha vida fora os sonhos a conquistar
tudo é bijouterias


@poetacicero

p yvonne bezerra de mello