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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

a noite

a noite desabou
cidade eterna
repleta de silêncio
e mistério
minha alma notívaga
anseia por tuas palavras

ninfas
sibilas
tragam-me
em sonho
a doçura de sua
fala e mala.

a noite desabou
sobre mim
meus medos
os trovões da infância
a infame ira
dos desalmados

a noite
é tão triste sem ela
como
o poema
voz do meu querer



domingo, 7 de agosto de 2016

...de forest city

  alguém de forest city
da carolina do norte
lê sempre meus poemas
pelo google tradutor
nada comenta
apenas lê
apenas olha
...o que pensa esse alguém distante
desse pobre poeta comovido

sábado, 6 de agosto de 2016

malacacheta

 bamburrei sertão afora
...e teus olhos esmeraldas
se debruçaram sobre os meus ais
éramos atemporais como as sibilas de apolo
dafne do meu viver
dafne do meu sonhar
amor
que nada espero
loureiro dos meus encantos

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

cartas

  certo tempo
ganhei a vida
escrevendo cartas
de amor
para os vizinhos


 cartas repletas
de versos de castro alves
e casimiro

depois veio maiakovski


seus versos hiperbólicos
pareciam mentira
para as moçoilas
da minha vila

... lá se foi o meu emprego

depois
comecei a desembaraçar
 palavras
umas rimas mel com céu

...mas os clientes
já tinham ido.


nunca mais parei...


segunda-feira, 13 de junho de 2016

fato

   poemas
são como sol
em cada língua
apesar
de poetas
viverem 'a míngua

quinta-feira, 2 de junho de 2016

um quando

 
desde a meninice
aprendi juntar palavras:
amarelinda
agulhazul.
alinhava versos na carne
na alma
com meus passos desconexos