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sábado, 1 de março de 2014

meu engenho

meu engenho bangüê

ja fui senhor de engenho
construtor de rapaduras

o doce cheiro do mel
perfumava minha infância

engenho do meu quintal
na sombra da goiabeira
foi construção do meu pai

...um tempo que ja passou
no reino não volta mais

carnaval



filho dás águas
nascido no dia da lua
era carnaval

enquanto todos sorriam
eu chorava

Cego Manuel

na cabeceira da ponte
domingo
dia de feira

Cego Manuel

o canto triste
na pancada do ganzá:

__ eu não posso trabalhar.

anadia

dos lugares da minha terra
eu nunca fui 'a Anadia

sempre me encantou
o nome Anadia

se tem um nome
repleto de manhãs
é Anadia

ela

a noite desabou
sobre a tarde

quem sabe
ela apareça
sem alarde

medo

socorro!
um soneto caiu
na minha cabeça

amora

fruto
do amor
amora
ora maçã