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domingo, 27 de janeiro de 2013

lágrimas

sentimentos molhados.
sentimentos calados.
molho de uma verdade,
de uma emoção,
de um grito preso,
de uma tristeza revertida
uma alegria permitida.

linguagem ímpar
que nasce uterina,
escorridas
do querer ao não querer.
do nascer ao morrer...

elas não doem, nem corroem.
sagradas como sal,
não criam regos no
percurso facial

no silêncio recolhido ou em lugares mais vistos,
elas
amam
comemoram
esbravejam
odeiam
repulsam
e se despedem...

sua pátria, os olhos, são minas
do comando e descomando.
e, para cada hermética e aberta emoção,
esses orvalhos e gotas especifícas
tecem pautas, momentos,
histórias fracassos e vitórias.
na "caixa preta" do nosso coração.

ah mulheres!
lágrimas...lágrimas...lágrimas...
vítimas?
...medidas, comedidas,incompreendidas.
alavancas, faíscas de um eterno vulcão
por vezes enraizadas em em medos sombrios,
mas, sobretudo, sábias palavras das mais fortes,
jorradas com toda significação.


mulheres, mulherzinhas, mulheronas,
e daí ? todas choronas!
á todos os homens que
não as compreendem: elas são finitas.
tomam outro percurso quando não entendidas.
historicamente, a nós atribuidas, a mais sofisticadas
língua direta e universalmente benditas.

e aí homens obstinados, merecem esse trecho
cantado outrora, pelas mulheres fortes e decididas
do bando de lampião:
"se eu soubesse que chorando, empataria a viagem...
meus olhos eram dois rios que não lhe davam passagem!"




ana maia nobre
paris, 08 de janeiro 2013


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

filme

miro em teus olhos
o mundo
que preciso



maiakosta

cidade

cidade
cilada
cidade só deserta
e mesmo assim
sentidos
alerta



maiakosta

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

a menina boba

II

amor novo da vida que desperta em mim.
puro como o ar que respiro,
duro como o sol que bate no meu corpo.

glória de sorver e deslumbramento
pela porta ensolarada dos meus sentidos.

III


comecei a entender o amor da vida
amando-a
simples e natural,
com a violencia, a destreza,
a nudez de uma india
no meio do mato- virgem
escandalizando a civilização.



oneyda alvarenga

garrincha

que mané que nada!

era apenas um anjo
saltibanco
disfaçado
entortando joões
mangado em dribles
só pára Deus sorrir

domingo, 20 de janeiro de 2013

X



ha serenidades largas em roda de mim.
meu amor tem maciezas de berço.

eu queria que tu fosses meu filho...



XI


gosto das coisas mansas,
das coisas tristes que sabem sorrir.
dos gestos irremediaveis
que têm a serenidade de folhas mortas que cáem.
das vozes que perderam a memoria dos soluços
e são como agua de fonte
que ninguem saberá si chora ou ri...


oneyda alvarenga

minha escola

na minha escola
era proibido ser alegre.
logo de cara, me estrepei:
eu sofria de alegria inata,
doença terrível!
mas alegria atrapalhava.
então eu fiquei
triste tristinho,
calado caladinho.
um bom menino
no seu cantinho


paulo netho

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

sentimentos molhados 2

amar é um chororô
dizia cavucando as unhas das mãos
zulmirinha do brejo.

a gente chora por fora
por dentro´
__é tudo misturado_.

sentimentos molhados

sentir
porque bate o coração

porque somos demasiadamente
latinos

boa noite tristeza!

amar é molhar a alma
com as lágrimas da dor
da emoção

sentimentos,
porque sentir
é nossa fala e mala

nossa caminhada na terra
até a última respiração


p ana maia nobre





yvonne bate seu tambor

yvonne
fica lá no face
book
batendo
seu tambor

yvonne
fica lá...

yvonne
não sabe que lá
onde ela fica
é sala de estar

e eu quero ver yvonne
cantar
na praça pública
para toda multidão
do universo
do twitter

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

frio na espinha

peguei suas mãos
e eu já era todo precípício

azul

azul
azul
azul
quazul
quazar
azul
a
z
u
l

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

SOS Projeto Uerê

Na Favela da Maré
tem um Projeto bacanudo
chamado Uerê

As últimas chuvas no Rio
muita coisa foi danificada
é precisa de ajuda
o belo Projeto Uerê

amigos amigas
vamos ajudar o Uerê

uma ruma de crianças
palmilham ali sonhos e passos
pruma vida melhor
sob os olhos atentos de luciana
yvonne
e tantas quantas dedicadas.

senhoras
senhores
vamos ajudar
o projeto Uerê
preicisa de ajuda
agora
é só ligar:
21- 3881 6219


yvonne foi a miami

yvonne foi a miami
nada comprou
__espantaram-se as amigas.
yvone foi a miami
não se encantou com as boutiques chiques
virou as costas para os shoppings.
deixou as amigas de botafogo de queixo caido.
yvonne foi a miami
e pensou com seus botões:
já tenho meus meninos
do uerê.
na minha vida fora os sonhos a conquistar
tudo é bijouterias


@poetacicero

p yvonne bezerra de mello