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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

o rio da minha terra

o rio da minha terra
reza a lenda
nasceu
das lágrimas da jurema

mundáu

mundé hú
águas de armadilhas
caminhos negros
da liberdade

o rio da minha terra
já vem bordado
retalhos da minha infâcia

tibungus
tainhas
cangapés

jogos de maria dágua

o rio da minha terra
serpenteando-se
vai vai vai
entre chiados e pedras
até chegar no mar

o rio da minha terra
não é só de saudades

'as vezes se zanga
derruba casas
põe o povo pra correr

o rio da minha terra
mundáu
da minha vida

por seu amor
aprendi também amar
outras águas outros
rios

águas passadas
passageiras
passaradas



@poetacicero

na direção de pedro cabral



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