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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

perdas número 2

perdi
a minha casa da infância
seus objetos rotos
os tortos quadros
na parede.
perdi
os resmungos de meu pai
bulindo em suas catrevagens.
o coqueiro magestoso
o mundau carregou.
setembro sem sentido
levou o sorriso do meu filho
e hoje resta
essa lágrima acesa
na concha da mão

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