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domingo, 22 de julho de 2012

sal da saudade, saudade

Deus quando inventou o amor
inventou a lembrança
inventou a esperança
a alegria e a dor
e inventou a saudade

porém acho que a maldade foi
o homem que inventou

saudade não tem idade
falava na minha cidade
um  amigo locutor


hoje vivo de saudade
de um filho que Deus levou

levou para o paraiso
e o sal da sua saudade
a minha vida irrigou

saudade não é passado
é a lembrança presente
daquilo que não passou




Wãpurã
quatro anos de ausência
do teu sorriso e voz de encanto

2 comentários:

  1. Lindo, lindo, lindo!!!! Quanta sensibilidade, poeta! Muito obrigada, de coração !

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  2. Magnífico!, colega.

    Somos essa espessura de signos e sensasões,
    que se edifica em cena a partir do argumento escrito. Preexistente, à nossas realizações, somos todos um teatro ausente.

    De teatralidades.

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