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terça-feira, 18 de junho de 2013

Claudionor Germano - São Os Do Norte Que Vem

sexta-feira, 14 de junho de 2013

teje preso cidadão

teje preso cidadão

você aí de vinagre na mão

mãos para o alto

vinagre confiscado
você agora é inimigo do estado

sábado, 8 de junho de 2013

e agora

vou apelar
vou berrar
vou gritar
não posso calar

temos time
temos seedorf
jogamos mais que
a seleção

bateu a inveja,
lá vem fura olho
tomaram nosso chão

acabou a paz
ah! seu paes
isso não se faz rapaz!

agora somos
sem teto
sem terra
sem chão

nos tomaram o engenhão

para @elenalandau

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ANA Elisa Ribeiro

ANA ELISA RIBEIRO
ANA ELISA RIBEIRO
Ana Elisa Ribeiro nasceu em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, em 1975. Graduou-se em Letras, língua portuguesa, e desenvolve tese de doutoramento sobre a formação de leitores de textos na Internet. Publicou Poesinha (Poesia Orbital, 1997) e Perversa(Ciência do Acidente, 2002), além de minicontos e poemas em revistas e jornais, no Brasil e em Portugal. É cronista do site Digestivo Cultural (www.digestivocultural.com).

Peças de madeira em pau-marfim
A linha dos olhos
faz flechas da cor de futuros
As mãos formam conchas
de pegar contentamentos
Os pés são grandes como
as telas holandesas realistas
O corpo inteiro é um tabuleiro
de jogar jogos de azar
As costas quadriculadas
As coxas quadriculadas
A boca quadriculada
Onde eu me finjo
de dama


Antigüidade d’onde viemos

Péricles disse que a maior virtude de uma mulher
Era ficar calada.
Péricles se fodeu.
Péricles, hoje, levaria uma surra
dada por mil mulheres como eu.


Ciuminho básico

escuta
calado
a proposta rude
deste meu
ciúme:
vou cercar tua boca
com arame farpado
pôr cerca elétrica
ao redor dos braços
na envergadura
pra bloquear o abraço
vou serrar teus sorrisos
deixar apenas os sisos
esculhambar com teus olhos
furá-los com farpas
queimar os cabelos
no pau acendo uma tocha
que se apague apenas
ao sinal da minha xota
finco no cu uma placa
"não há vagas, vagabundas"
na bunda ponho uma cerca
proíbo os arrepios
exceto os de medo
e marco no lombo, a brasa,
a impressão única do meu dedo.


Trágica

meu galego
não conhecia minha ira

era dono do meu corpo
meu espírito de porco

sabia minha ginga
minha pletora, minha míngua

conhecia cada fresta
cada trinca, cada aresta

cada vinco, furo, fissura,
mau humor, amargura

mas da minha ira
condenada ira
ira da maldita

ira de mulher
fêmea exata
ana saliente
uterina, enfezada
ele não sabia nada

(meu galego dorme esta noite num cemitério improvisado)








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