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sábado, 27 de agosto de 2011

o anjo wãpurã

q mania de brincar de esconde esconde
de quem na vida apenas passageiro
de um trem sem rumo desgorvernado
e mandas
sem aviso
aos meus desdomínios
um ser pleno de luz
com voz de encanto amor
q mania tu tens
Senhor
de mandar sem avisar
e eu tive
que reaprender meus passos
enquanto comia o amassado pão do cão
e os nervos em frangalhos
quantas vezes não joquei minha ira
no anjo menino no menino anjo?!
Talvez ou nunca mais
mandarás aqui na terra
tão bela voz!
...e la se foi meu anjo
tonto tolo
primaveril
pelas ruas das cidades
se assustando com seus desencantos.
...e lá sei foi meu anjo
decifrando e cantando os nomes das
ruas belorizontina.
Bebeu seu engonço
e destempero
nas passageiras horas
na velocidade de um bit
__trocou a noite pelo dia
e confundia da lua suas estações.
Que saudade,Senhor
das longas mãos
do sorriso largo
do anjo Wãpurã!
Que saudade,Senhor
Porque tanta pressa de me tomar meu anjo!
...e aquela breja
no Mercado Central
tantas vezes adiada
ficou para o infinto.
...e justamente
do dia q se comemora o teu descanso
tomaste sem aviso prévio
meu anjo Wãpura
e condenado fui
a sofrer saudade
na quadra perdida
trupicar de passos
pela eternidade.
Meu anjo Wãpurã




cicero gomes

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Belo Monte Belo Monstro II

maldita seja tua energia
um dia gerada
fruto do sangue
da morte
de tantas árvores
de tantos índios enxotado
do seu chão.


maldita seja a mão que te permitiu
existir Belo Monte
Belo Monstro
e nome do progresso
assassino.

Maldito seja toda geração
daqueles que silenciaram
frente a tua devastação.

Não Belo Monte!
nome tão belo para tragédia anunciada!

E não há verso
não há poema
que baste
para o mar das terras inudadas.

Belo Monte
Belo Monstro!
Um dia a terra vai dar o troco!