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quinta-feira, 24 de julho de 2014

acossado

sombrias
as horas
esperas despedaçadas

podre cícero!
poeta de tão poucas palavras
tão longe da relva das metáforas

nem o sino centenário
de santo antonio da barra funda
sangra minha melancolia
_minha putice é essa._

fecho os olhos
o formato dos teu lábios
por mim nunca (sentido)
sei de cór


errante cigano
tão longe do mar
no sertão alheio
'a cavalgar

eu queria cantar
aos teus ouvidos
me esconder do mundo
dentro do teu ventre,
morar ali longe do sorriso
falso dos homens

fujo da tua covardia
como do tédio
das madrugadas frias

fujo de mim
sempre que
posso

assim como as estrelas
do céu negro
da cidadade que não é minha

acossado,
te assolei com minha tempestade
...e o vento da solidão fechou a minha porta.

boa noite tristeza!


 

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