Pesquisar este blog

domingo, 1 de setembro de 2013

Bar do Américo

ali
tramávamos revoluções_
conspirávamos
tomar o poder
e soviets ser

lenin versus bakunin
druommond perdia sempre pra jorge de lima

foda mesmo
era pagar a conta
sempre pendurada
aos bons olhos
de Américo
diante dos líricos
destemperos
de Carminha

geraldão
sempre aliviava
pagando nossas meiótas

quem passasse
no vestibular
rezava a lenda
e tradição
do trote infame
ser no bar do américo

...e para a farra ser mais bacanuda
embriagávamos
o dono
e o ápice  era
américo cantar a lira

ah tempo bom!
se tomava
todas
antes dos bailes
do campo grande esporte clube

as notícias da política
eram contadas e recontadas
no bar do américo

a boa mucuri com soda
porradinha
frenética
antes de ir pra festa da padroeira

gena do caçula
no violão
nunca chegou a terminar uma música
no bar do américo
ou na calçada do seu severino

o bom tira-gosto do américo
era a galinha roubada do seu próprio quintal

tempo bom
tempo rei
que tudo traga
em sua draga dos dias

amigos da vida inteira:
renan
olavinho
horácio
renildo
vava
zé roberto
jessé vanderlei
robinho
marcelinho
lula baixinho
djaci
parrante
adelmo
nenen da faninha
sapucaia
junior valmir
lalo
ivanildo
jota
messias lino
zé paulo edson e wanderley
(irmãos de sertãozinho)
ah! ronaldo ferro!
e tantos quantos
a memória traiçoeira
acha de faltar
falhar.

bar do américo
alí vivi
os meus instantes
de rebelde poesia

...e a puta morreu




Nenhum comentário:

Postar um comentário