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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

amigo gerson´sbar

de sobressalto me veio a notícia de tua partida
parou de bater o coração mais azulino da minha terra
de tanto azul era voce
que sempre te perdoei
esse seu desvio rubronegro.
quantos porres fiados
e eu e minha geração
quantas vezes
a dita conta pendurada
e rependurada.
A palavra pressa rasgastes do dicionário
(a velha agenda surrada de baixo do braço
ali ficavas rondando o BB
em busca do fregueses esquecidos)
teus infalíveis tira-gosto sei de cor:
caldos de feijão e sururu
o horroroso fígado acebolado
e a melhor tripinha da região.
eras amigo Gerson
o rei da paciência.
não possuías o coração
para os negócios
pois eras demasiadamente humano.
desconfio que teu coração era de poeta
essa raça
que raciocina pelo coração
onde não há lugar para o lucro
ha não ser o do amor
e amizade.
adeus amigo
e
verás
no paraíso
o camarada Américo.
Tudo aqui é uma ilusão,
por seres tão bom, amigo Gerson,
o criado te levou
no mesmo dia que ele fez o seu descanso.
Viscas! ao amigo Gersons`bar!
se vai com ele
um jeito doce
de se viver a vida.

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