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terça-feira, 17 de maio de 2011

Ah! Mundaú!

Ah! Mundáu
outrora caminho
para a negra liberdade.
Munde hu
cilada do rio.
Teus peixes de lâmina
sustento e vida para
os pobres e ricos.
Ah! Mundaú
nasces alí
nas terras dos Garanhuns
e vens lento
lento
lento
quase silêncioso
até chegar no mar.
E vens
lambendo
teu vale
acolhendo as cidades
que te despeja
lixo e cocô.
E
chegaram as usinas
e tome tiborna
matando teus peixes
Meu Deus que horror!
E veio a ganância
da mão usineira
adeus bambuzal!
Adeus adeus ingazeira!
...e hoje Mundáu
teu leito açoreado
e de vez em quando
suspiras profundo teu grito de morte
teu grito de dor
por ruas e casas
por culpa
do inumano homem
e do governo,a omissão.
Ah! Mundaú!

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