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domingo, 6 de março de 2011

você

você
que me observa de tão longe
que traz no alforge a esfinge da desconfiança
não repara
não sabe
da mentira do meu sorriso.
Você na sabe,nem imagina
a cratera dos meus sentimentos
e não digo nada a ninguém
_a minha putice é essa_.
Tô ligado nos meus nervos medos
na antiga mania de chutar tampinhas
da minha úlcera canônica
que me tortura
dos meus instantes de cólera
e que sozinho não sou de nada.
Fico fulo
de saber
que não precisas dos meus versos imprecisos
e que se viras tão sozinha.
Oh raiva! desse poema de agora
se rindo
se fazendo inútil
e me chamando de babaca.
Oh raios!
E tudo teimando ficar em seu lugar
e o bolso do meu eu
tão vazio de metáforas.



para
@crisbeltrao
só pra ela

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