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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Releitura

Quem relê Drummond é sempre um outro.
Mesmos olhos que ganham,cada vez
lentes melhores,ou é o olhar que vê por outro ângulo.
Poesia de tantos anos, não se dissipa __muda de posição
alcança inesperado matiz na ponta do verso livre:
drummondicionário em perpétua elaboração,se reecreve
até quando a cor ecoa,livro aberto
que inaugura,iluminado de forma diferente
o sentido da página da vida em trânsito
os verbetes que vão da manhã porosa 'a noite emparedada.
Drummond difere,desfere,divaga,diverso
linha a linha,movendo seu traçado,de acordo
com a transformação que se imprime em nós,impressentida

2 comentários:

  1. Ruas, edificios, árvores, gente, muita gente
    Nada eu vi nascer, crescer
    Somos estranhos um ao outro
    Eu te caminho, mas não sei quem eres
    Convivemos, mas não sabes quem sou
    Não nos pertencemos, não nos amamos
    Gosto do que vejo, o ar é agradável
    O coração agradece
    De repente o vazio surge,
    Reclama pelas ausências
    Saudades!
    Sentir saudades é não estar onde estão os meus

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  2. O que falar a mais de Drummond, nada, ele já disse tudo e a nós resta le-lo e rele-lo.
    Abraços

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