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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Poema Para Mozart Damasceno

Há um silêncio na casa 51
da Rua Durval de Goes Monteiro.
Despem os nossos olhos
penetrante e estranho halo.

__As carambolas,
as mangas e pitangas
prostadas sobre o chão
indegustáveis.

Mozart,
por ti ficaram inertes
teus pássaros acrobatas
sobre os nossos ombros.
Na tua longa mesa de tantos longos dias
já não se brinda o licor proposital,
da alegria cultivada,
irmanada.

__Onde está o calcário homem
de olhar metálico

Há um silêncio que nos povoa a alma,
uma falta que clama por teu nome de argila




in colheita
cícero gomes

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