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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Não ter onde morar

Eu moro em São Paulo
bairro de Jaçanã
eternizado por Adoniran.
Confusão na vila
nunca vi coisa daquela!
Em questão de instantes
acabou a favela.
Muitos barracos no chão
é a hora da desapropriação.
Cada tábua que caia,
doia no coração.
E a população
ficou sem eira,
nem beira,nem chão.
Houve até manifestação!
Sem ter onde morar
fiquei sem lar.
A favela era o meu lugar.
Agora só resta a mudança
acreditar na esperança
ainda sou uma criança
e espero a bonança.
Palavras do poeta
inspiram lembranças.
Saudosa maloca,maloca querida.
Lá na terra nóis passemo
dias feliz da nossa vida.
Quero um mundo melhor
e sair dessa pior.
Já são onze horas,não posso perder o trem
Que já vem...Que já vem...Que já vem...


(salve fábio henrique silva anjos, aluno
da e.e.f. frei antonio sant'ana galvão
cidade de são paulo)

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