Pesquisar este blog

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

litoral

Cidade em armas, rabiscada.
Cheiro de suor morto 'a luz latejante
da sirene, com sonoplastia feita
de rumores,dos sustos curtos sob o cerco
das amontoadas montanhas atormentadas
não pelo raio, nem por nuvens pretas
ou chuva de pedra, trovoada, tempestade
A natureza, num instante sai do lugar
da margem do risco que o mapa permite:
nada, como um dia depois do outro, nada.
O insulto do azul automático reina
absurdo e indeferente, e sugere
sol, férias, verão, que ocorrem paralelos
ao desastre deste dia intransitável:
na calçada, calçada com corpos
no sinal vermelho coagulado em cima
dos malabaristas do mal-estar
diante dos corpos de caras amarradas
nas praias, de mar impróprio

Nenhum comentário:

Postar um comentário