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sábado, 6 de novembro de 2010

Lá onde Helena
trocou seu trono
pelos amores
de um troiano,

Lá onde a língua
inculta e bela
nas mãos de um náufrago
tornou-se aquela

Orgulho e raça
dos lusiranos
em que Caminha
fundou seu canto

Na utopia
de um mundo novo,
miscigenado
e vagabundo,

O mesmo mundo
onde a menina,
pelo sentidos,
pelas retinas

Nas águas mornas
do Cabo Branco,
traçou seu fado
teceu seu manto:

Amores raros,
heróicos cantos.


poeta de Brasília
Amneres

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