Pesquisar este blog

terça-feira, 16 de novembro de 2010

DA MATA 'A CIDADE

ruas planas de asfalto
que como os negros
pisadas
cruzam
se entrecruzam
e se abraçam em cada canto
pálidos edifícios ousados
tentam roubar o céu

ruídos
gases assassinos
estúpidas geometrias
agridem meus olhos sombrios

onde a mata
onde o rio

...e eu que num sö dos que adula
vim foi da foice e da faca
canto de cara mia bula
___óia seu mundo ,babaca!
ocë que pensa que me anula
coa sua soberba de jaca
pode ficar co a sua gula
sua zoada véia de matraca.
feito esses fio caçula
fujo de tu,da tua taca
enquanto ocë só regula
quá cobradö na catraca
da goela um riso me pula
zombo de tu iguá macaca:
tá escondidim na matula
minha farofa de paca.

cúmplices do extermínio
teus alicerces
escondem traiçoeiros
fósseis dos Tamoios
araras emudecidas
cinzas de pau-brasil

onde o ouro
onde o rio
onde o cio

...pode vim, vem sua peste,
cë que pensa que me cala
sö cabra macho do agreste
resorvo nas leis ou na bala
num söde prosa ou intriga
mai num injeito uma briga
cë que põe tudo na linha
esbarra que eu berro e te falo
tu sobe em mim como um galo
mai desce feito galinha


pelos teus calabouços
circulam massas formiguentas

tuas asfixias
esterilizam gradativas

...até o mar lá se some com seu ar fugigio

Nenhum comentário:

Postar um comentário