Pesquisar este blog

terça-feira, 30 de novembro de 2010

confissões

eis-me aqui
um poeta vegetativo
as pessoas passam
meus versos morrem
só eu fico
sozinho
concreto
nu e primitivo
no lodaçal do tempo

meu grito é tardio
sombrio
como essa escassa luz
que me doi a vista

é escondido

minha putice é esta
bruta
animal
capaz da morte
e nisso fico preso

tô sabendo de mim
do meu mal
e até da úlcera canônica
que tortura o meu duodeno

tô sabendo das minhas

que eu só sei meias palavras
do medo de ser preso
que não consigo te olhar nos olhos
do meu atraso sexual

eu sou jogado no mundo
talvez voce poderia me achar
num brilho que cega o olho
ou numa lata de lixo

bem que eu queria invadir o espaço
porém, estou nu.

Um comentário: